domingo, janeiro 26, 2014

Conversas sérias

Na passada quarta-feira fui ver a peça "Conversas sérias" da Marta Gautier. 

Conheço-a na altura em que escreveu o Desculpe lá Mãe em parceria com a mãe Rita Ferro que descobri também quando li Os filhos da mãe! Para além destes dois livros que gostei muito, recebi de presente o "Tanto que eu não te disse" apenas da Marta. Um livro mais profundo com algumas passagens mais dificeis de integrar mas ainda assim que gostei.

 Ora essa altura foi em 2002-2003, ou seja, tinha eu 16-17 anos, uns dois anos antes de iniciar o blog mas já com algumas questões passíveis de serem escritas por aqui. Ouvia Mafalda Veiga dado a conhecer por um amigo também dessa altura e são essas memórias que voltaram na passada quarta-feira envoltas em questões de 2013 muito recentes. 

A peça não é uma peça de teatro, é um momento que a psicóloga/escritora conta a quem a quis ouvir factos da sua vida que poderão ter ou não sentido para quem está ali sentado. Vão ser várias sessões, nenhuma igual (porque não é uma peça), em que a Marta irá falar de vários momentos que a marcaram. Algumas pessoas sairam a meio e não voltaram e de facto só faz sentido ficar se fizer sentido para nós aquilo que ela conta. Porque cada um tem as suas vivências e maneiras de ver o mundo e principalmente cada um tem as experiências que a vida lhe foi dando. E na quarta-feira pensei que aquela mulher que conheci em 2003 já me dizia tanto mas só agora em 2014 estava disponível para a ouvir com atenção. Durante a "peça" leu excertos dos livros, pôs a tocar Mafalda Veiga e terminou com o "Muda de Vida" dos Humanos que curiosamente já consta aqui do blog desde 2007. Concluindo, muitas coincidências felizes que me fizeram comprar bilhete para a próxima sessão dia 12 de Fevereiro. Se tiverem curiosidade apareçam por lá!

Eu entretanto vou comprar mais um livro dela "Gosto de ti assim" porque esta mulher sabe da vida mais do que a maioria das pessoas que já conheci ao longo da vida e parece-me que tenho a aprender algumas coisas com ela.

1 comentário:

Majó disse...

Da Marta ainda só li o "Tanto que eu não te disse" e achei-o profundo e comovente! Já o li mais velha que tu, para aí nos meus 32-33 e mesmo sem a experiência de vida retratada, não pude deixar de alternadamente colocar-me no lugar de uma e outra personagem. Pareceu-me um livro que apela precisamente à empatia e viver a leitura, para muito além do momento em que se lê.
Confesso que ainda no outro dia, olhei para ele e pensei "tenho de voltar a ler-te!" Acho que é daqueles livros que lido a cada década da nossa vida, mostra-nos algo novo!
Vamos lá ver se consigo ver s peça!
Obrigada pela dica/partilha!
Bom dia!
Maria